O grupo decidiu visitar, de forma mais atenta, a Galeria Adriana Varejão. A exemplo de outros espaços do Inhotim, a construção que abriga a exposição contrasta uma geometria simples e clara com a paisagem natural da antiga fazendo que funcionava no local. O espelho d’água reflete a imagem da construção o que evidencia ainda mais a geometrização da Galeria.
Ao entrar, as duas caracterÃsticas que marcam o local é um cheiro que se assemelha ao de eucalipto e o silêncio do espaço. A disposição da exposição ainda cria uma espacialidade linear que acaba guiando o percurso dos visitantes. Outra caracterÃstica que reforça essa ideia de caminho único para os passantes é o fato de existir apenas uma entrada e uma saÃda. Isso também provoca uma sensação de liberdade ao sair da edificação, já que dentro dela o caminho proposto se torna obrigatório e ao sair o visitante pode escolher que rumo seguir.
Verônica Horta Christófaro, 07 de Julho de 2016, Belo Horizonte.
Esses dois croquis são referentes à Galeria Adriana Varejão no Inhotim, sendo que o primeiro é de uma visão externa e o segunda se uma perspectiva interna. Seguem fotos de referência dos espaços retratados nos croquis.
Verônica Horta Christófaro, 07 de julho de 2016, Belo Horizonte.
Na aula do dia 11 de abril deste ano, ocorreu na sala de aula um seminário de interações onde cada grupo apresentou dois projetos com diferentes interfaces e interações para que os objetos dos alunos avançassem e fossem refinados quanto a interação desejada.
A foto ao lado é do projeto "Fiztania", por especular projects, e se utiliza de uma interface completamente digitalizada para criar um jogo que incentiva pessoas a se exercitarem mais, além de avaliar o desempenho fÃsico delas. O fato da interação ocorrer através de um jogo acaba atribuindo um caráter finalÃstico para projeto, uma fez que as pessoas acabam realizando certos movimentos para atender a um objetivo. Isso, no entanto , é fator que torna o projeto convidativo para as pessoas e as estimulam a fazerem algo que muitas consideram desagradável: praticar exercÃcios fÃsicos. A interação acaba se restringindo a relação interface e indivÃduo, abandonando completamente a interação entre pessoas. O final da interação, porém, que consiste na avaliação fÃsica, estabelece um diálogo maior entre a interface e a pessoa avaliada. Isso atribui um grau de relação dialógica, uma vez que quando a pessoa volta a ser avaliada pelo jogo o sistema relembra a última avaliação e a compara com a nova.
O segundo projeto interativo apresentado pelo grupo foi a obra de Lygia Clark "Arquitetura Biológica: Nascimento" (foto ao lado). Esse objeto utiliza-se de materiais simples e forma simples, sem o uso de eletrônica ou interface digital, porém cria uma interação rica entre as pessoas. Ele se encaixa na lógica programática, ao contrário de "Fiztania", uma vez que cria diversas possibilidades de interação que não foram pre-determinadas. O objeto exige um interação que beira ao Ãntimo entre as pessoas o que para algumas pode atribuir um caráter pouco convidativo para o projeto.
Verônica Horta Christófaro, 07 de Julho de 2016, Belo Horizonte.
Durante a aula no Parque Municipal que ocorreu no dia 14 de abril deste ano, foi discutido a diferença entre as representações digitais, tais como google street view, e a experiencias presenciais. Com o avanço da tecnologia, reconhece-se que exite a tendência dessas duas formas de reconhecer um espaço se diferencie cada vez menos, mas hoje elas ainda são bem diferentes.
O ponto de maior divergência seria a possibilidade de sensações, necessariamente provocadas pelo espaço e pelo fato de estar nele, que a representação digital ainda não simula fielmente e simultaneamente com a realidade do local. No dia em que as imagens do google dos arredores do parque foi tirada o céu estava levemente nublado e talvez frio, mas o dia da visita era ensolarado e quente. Além disso, os cheiros, umidade do ar, quantidade de pessoas e hora da visita são fatores que alteram completamente a percepção do espaço.
Outro ponto importante é a companhia que uma pessoa realiza essa visita. Ir com a turma da escola de arquitetura é completamente diferente que ir sozinha. Dessa forma, os simuladores não conseguem criar uma realidade de interação condizente com a experiencia presencial entre as pessoas o que afeta completamente a relação dessas com o espaço.
As representações, porém, possuem um papel importante quando se quer apenas a imagem, no que tange a necessidade de informação de onde é um lugar especifico e suas caracterÃsticas referências, para facilitar uma localização. Isso ocorre porque nem a própria imagem do google street view é fiel a realidade do lugar uma vez que ela pode estar desatualizada e em uma perspectiva muito diferente da dos pedestres e motoristas.
Verônica Horta Christófaro, 07 de julho de 2016, Belo Horizonte.
Verônica Horta Christófaro, 07 de julho de 2016, Belo Horizonte.
O caderno técnico sobre Regalo é alternado. A primeira pagina é o tÃtulo e logo após a primeira página de texto. Depois disso, vem a primeira imagem e a partir disso o texto e imagem se alternam.
Verônica Horta Christófaro, 07 de Julho de 2016, Belo Horizonte.

A ideia era criar um objeto na mesma linha de pensamento do tangram e do quebra-cabeça. Pensamos que as pessoas poderiam criar escultas a partir de peças, que seriam sempre diferentes, com encaixes que permitiriam varias combinações. Ainda seria necessário que a pessoa que interagisse com o objeto combinasse as cores, que foram inspiradas nas obras de Piet Mondrian. A maquete ao lado foi um protótipo desse objeto que acabou expondo o fato de que quem interagisse com as peças teriam também que lidar com o peso delas para criar uma escultura equilibrada e que se sustentasse. O desenho abaixo da maquete é a chapa de corte feita no sketchup para que um placa de madeira fosse cortada para criar esse objeto.
Verônica Horta Christófaro, 06 de julho de 2016, Belo Horizonte.
Paula
criou uma sincronia entre as batidas sonoras e as cenas do vÃdeo. A música, no
entanto, é repetitiva, o que cria a impressão de que as próprias imagens do
objeto são repetitivas. Isso faz com que o vÃdeo pareça sempre uma introdução
de algo que estar por vir, mas não vem. A música acaba sendo mais importante que o próprio objeto. Outro ponto a ser melhorado no vÃdeo é
a exposição da relação entre objeto e pessoa, já que, pelo vÃdeo, o objeto é
algo escultural por si só, e não exige a ação de pessoas para modulá-lo. Além disso, os anéis de imã não são facilmente reconhecidos por alguém que não interagiu com o objeto antes de ver o vÃdeo, o que cria um distanciamento maior ainda da interação pessoa objeto.
Verônica Horta Christófaro, 06 de julho de 2016, Belo Horizonte
Verônica Horta Christófaro, 06 de julho de 2016, Belo Horizonte
Verônica Horta Christófaro, 1 de junho de 2016, Belo Horizonte.
Verônica Horta Christófaro, 1 de junho de 2016, Belo Horizonte.

No dia 8 deste mês, dia das mães, a orquestra sinfonica de Ouro Preto apresentou-se no Sesc Palladium. Foi a primeira edição do ano de "Domingos Clássicos" e teve a presença do pianista brasileiro, radicado na Holanda, LuÃs Rabello. Com o intuito de valorizar a música de concerto brasileira, foi executada obra inédita do maestro Radamés Gnatalli, em estreia mundial.
Por ser estreia, o pianista não estava em sintonia completa com o resto da orquestra, e a flautista, também convidada que não integra o elenco regular de Ouro Preto, se perdeu nos arranjos. A apresentação, porém foi conduzida com leveza e esses pequenos descompassos não atrapalharam a performance.
A sala possui uma ótima acústica para esse tipo de apresentação, principalmente ao considerar que a sala é reformada de um cinema.
É triste, no entanto, o comportamento dos ouvintes durante o espetáculo. Mesmo com avisos pedindo silêncio e que não fossem utilizados câmeras e celulares, ao longo de toda a apresentação, flashes e luzes de filmadoras atrapalharam o espetáculo e muitos dos presentes conversaram durante as músicas.
Verônica Horta Christófaro, 27 de maio de 2016, Belo Horizonte.
Intervenção
Levantamento do local da escola escolhido para a performace e exposição dos TCCs.
08:08
As duas primeiras imagens são parte do levantamento de medidas da área de serviço da Escola de Arquitetura. A terceira é uma croqui em perspectiva do mesmo local, e o último é um vÃdeo e uma foto do modelo 3D feito no Sketch Up.
Verônica Horta Christófaro, 27 de maio de 2016, Belo Horizonte.
A visita foi realizada no dia 14 de abril deste ano. O croqui é referente a uma pracinha aos arredores do Parque Municipal na Alameda Ezequiel Dias e Avenida dos Andradas.
Verônica Horta Christófaro, 27 de maio de 2016, Belo Horizonte.
A visita foi realizada no dia 31 de março deste ano. O primeiro croqui é de longa observação e o segundo é a atividade de sobreposição de perspectivas.
Verônica Horta Christófaro, 27 de maio de 2016, Belo Horizonte.
A visita foi realizada no dia 28 de março desde ano. O primeiro croqui refere-se a marquise da biblioteca pública atras do Museu de Minas e o Memorial da Vale.O segundo é o exercÃcio de sobreposição de perspectivas de visões de uma arvore da praça.
Verônica Horta Christófaro, 27 de maio de 2016, Belo Horizonte.
Uma forma de potencializar o objeto de Ulisses Castro e ao mesmo tempo liga-lo a outro objeto da sala seria integra-lo com a proposta da Luiza Okubo. O objeto dela propõe causar reações corporais a partir da vibração e isso pode ajudar na proposta de exploração do conhecimento do corpo que Ulisses buscou no seu objeto.
Sensoreares de vibração seriam destribados ao longo dos retalhos de pano de modo que eles ficassem escondidos. Para que o objeto perca o caráter reativo dos leds, esses sensores não devem ser acionados por botões e sim por reed switch que fechariam o circuito com o auxilio de imãs escondidos no objeto. Dessa forma, a partir do movimento de quem interage com objeto - sendo uma, duas ou mais pessoas- os sensores podem, ou não, vibrar e causar surpresa e curiosidade. Isso agregaria o carater exploratório e programático já que não se saberia onde ligar o circuito, mas existiriam um enorme número de possibilidades para que isso aconteça, determinados pelo movimento aleatório das pessoas.
O objeto deve continuar com a proposta de emaranhado de retalhos porem ele deve ser menos caótico e ter uma forma mais definida para que a ideia inicial de cama de gato humana seja resgatada. Assim, um sistema de cores fortes e chamativas seriam uma saÃda para criar uma estética mais limpa e clara. Para passar o circuito, uma mangueira fina, maleável e transparente seria usada para protege-lo e dar uma forma mais estruturada ao objeto. Esse tubo ainda deixaria o objeto mais uniforme, ajudando a esconder a posição dos sensores devido a sua leve rigidez e seu ao volume. Essa forma também chamaria mais atenção para o objeto, alem de diminuir a sensação de estranheza das pessoas. Os retalhos cobriam essa estrutura além de agregar ao aspecto estético.
Verônica Horta Christófaro, 22 de maio de 2016, Belo Horizonte.
Intervenção
Estratégias de apropriação do espaço: Parkour, Deriva, Flaneur, Flash mob e Rolezinhos.
16:27
Começando com o Parkour que é uma forma de transposição dos obstáculos que estão em uma linha reta de trajetória escolhida pelo praticante. O objetivo não é fazer os movimentos mais inusitados possÃveis, mas sim executar o movimento mais simples e eficiente para traspor as barreiras. Foi criado por David Belle na década de 1990 na frança que e teve como inspiração a vida de seu pai, socorrista na guerra do Vietnã e do corpo de bombeiros.
A Deriva foi concebida a partir das ideias da Internacional Situacionista, década de 1960, que foi um movimento de intelectuais e artistas europeus que constituiu uma critica dura ao urbanismo e à cidade contemporânea. Aquele que pratica a deriva acredita que ao mudar o próprio comportamento a cidade ao seu entorno também muda. Dessa forma, anda-se pela cidade participando de suas interações.
O Flâneur, assim como a Deriva, carrega uma critica profunda ao sistema da cidade moderna. O Flâneur, no entanto, perambula pela cidade sem possuir objetivo aparente, mas é, na verdade, uma imersão completa na urbano.
O Flash Mob por sua vez é uma apropriação mais recente. Ele é uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma determinada ação inusitada e que foi previamente combinada. No final do ato os participantes se dispersam rapidamente. Essa pode ser uma estrategia nova, porem o termo "flash mob" é usado desde o seculo XIX para descrever um grupo de prisoneiras da Tasmânia baseando-se no jargão usado por elas.
O Rolezinho possui mais de uma teoria para o seu surgimento. O certo é que ele implica a criação de um evento nas redes sociais que ocorrem nos shoppings normalmente frequentados pelas classes mais abastadas da sociedade. Os participantes são normalmente jovens de classes mais baixas. Essas encontros possuem um apelo politico grande, já que nele essas classes passam a "invadir" locais que são frequentados pelos mais ricos, o que cria um choque cultural e ideológico grande.
Verônica Horta Christófaro, 22 de maio de 2016, Belo Horizonte.
Ulisses Castro propõe um vestÃvel de interface programática
feito a partir de um emaranhado de retalhos de tecidos e cordas. A interação
que ele desejava criar com esse objeto era que as pessoas que brincassem com
ele descobrissem o próprio corpo por meio de movimentos inusitados.
Com o objetivo de expandir a interação, um circuito de luzes de
led e sensores de movimento caseiro foram acoplados ao vestÃvel. Essa medida,
no entanto agregou um caráter reativo ao objeto, já que a pessoa que o
utiliza passa a mover os retalhos para acender as luzes.
A forma de emaranhados criada propõe uma estética interessante que remete ao programático, mas poderia ter sido melhor executada, já que criou uma certa confusão em relação a forma e consequentemente ao uso. Isso implicou em uma interação pouco diversificada.
O vestÃvel sem o circuito elétrico, porém poderia incentivar à s pessoas a explorá-lo mais, já que a relação reativa movimento/luz não estaria presente. Assim, a estranheza da forma e estética poderia incentivar a exploração.
Esse
texto é referente a visita ocorrida no dia 8 de abril deste ano. O projeto
arquitetônico de Lina Bo Bardi mantém a estrutura original da antiga fábrica de
tambores da década de 1930 que funcionava no local. A primeira parte da unidade foi inaugurada em 1982
e, em 1986, abriu para o público o bloco esportivo composto por quadras e uma piscina olÃmpica. Há ainda espaços de exposições,
restaurante e choperia, livraria, café e áreas de convÃvio e leitura que atraem 1,25 milhão de
pessoas a cada ano.
Algo que chama atenção no local é o fato de ser intensamente usada pela população que mora nas redondezas desde crianças a idosos, sendo esse último grupo maioria na parte da tarde. Observa-se um grande número de atividades voltadas para esse público como hidroginástica e oficinas de atividades manuais.
Constata-se também o conceito de polivalência espacial citado por Herman Hertzberger no seu livro "Lições de Arquitetura". Esse aspecto, que é caracterÃstico das obras de Bo Bardi manifesta-se no uso que a população, principalmente a jovem, da para os locais. O Sesc Pompéia é definido como um centro de atividades, no entanto muitos o usam como clube devido à s quadras e à piscina, transformando um corredor de tabuas de madeira no meio de uma zona urbana pública em local de bronzeamento.
O prédio ergui-se como uma estrutura puramente de concreto e janelas vermelhas com formatos pouco convencionais em meio a paisagem urbana. Em primeira estancia, ele serio um lugar pouco convidativo e a se evitar, porém a capacidade de transformação do Sesc Pompéia e as atividades oferecidas por ele convida à ocupação da população local e a exploração de turistas. A construção torna-se mais bela através do uso que as as pessoas fazem dela.
Verônica Horta Christófaro, 18 de maio de 2016, Belo Horizonte.

A Bienal de arte de São Paulo ocorreu entre os dias 6 e 10 abril deste ano e buscou promover a arte contemporânea e aproxima-la da população. Apesar de seu objetivo, a população não aproximou-se das obras, isso se deve a organização do espaço e a escolha dos componentes das exposições.
Esse evento, diferentemente de um museu, visa, além de expor as obras, vende-las e esse eh o primeiro ponto de desencontro entre a população geral e a Bienal. A grande maioria dos visitantes não possuem poder aquisitivo para compra-las. Dessa forma, a visita aos espaços torna-se rápida e pouco detalhada.
A exposição ainda foi estruturada de forma muito tradicional o que diminui a integração dos visitantes com o que é exposto. A organização (de um evento que se diz contemporâneo) é mais imóvel do que muitos museus, e, quando essa é comparada com a disposição de espaço do Masp, esse engessamento é ainda mais gritante.
A Bienal é formada por várias galerias o que favorece ainda mais para a fragmentação e falta de integração do espaço. Além disso os acervos de tais galerias são muito semelhantes. Um exemplo disso é que quase todas possuÃam obras de Volp, essas que, na maioria das vezes, tratam da mesma cena e há pouca mudança no esquema de cores. Essa falta de diversidade provoca a sensação de que o visitante vê sempre as mesmas obras o que provoca desinteresse. Além disso, os funcionários das galerias não se disponibilizam a apresentar os trabalhos dos artistas para a parcela dos passantes que não possuem poder aquisitivo para compra-los.
Esses aspectos fizeram com que o andar mais visitado fosse o terceiro que dedicou-se a decoração de móveis. Talvez pelo antedimento dos funcionários, ou pela disposição convidativa dos objetos expostos , ou ainda pela presença de cafeterias em espaços interessantes com mesas invertidas e espaço de convivência, esse andar atraiu os visitantes.
Curioso foi constatar que a arte, aberta a interpretação e sem fins finalÃsticos e causais, o que abriria à interação dos visitantes, não foram o atrativo para a população. Esse papel recaiu sobre móveis e objetos puramente decorativos, com fins prontos e acabados devido a organização do espaço.
Verônica Horta Christófaro, 18 de abril de 2016, Belo Horizonte.
O Museu de
Arte de São Paulo é um museu privado sem fins lucrativos, fundado
pelo empresário brasileiro Assis Chateaubriand, em 1947,
tornando-se o primeiro museu moderno no paÃs. O atual prédio foi projetado pela
arquiteta Lina Bo Bardi em 1968 que cria uma construção de vidro
e concreto, principalmente, sem contornos e acabamentos luxuosos.
O vão livre da construção além de belo abriga uma
praça de convÃvio para a população, mas, talvez devido a reforma que esta sendo realizada na fachada do
museu, esse espaço não possui todo o potencial proposto no projeto. Esse local
ainda serve de abrigo ao tempo para a população de rua que vive nas
proximidades, apesar de desses
serem frequentemente retirados pela policia municipal.
Pode-se
constatar que o espaço simples, belo e funcional projetado pela arquiteta não é
utilizado pela população em seu maior potencial. Isso ocorre devido
a intolerância da população de classe média
em relação aos moradores de rua o que gera uma disputa
pelo espaço .
Em relação ao acervo, é impressionante a quantidade de séculos ali
representados. De uma estatua grega da deusa Higeia do século IV a.C., foto ao
lado, às pinturas das vanguardas modernistas do inicio do século passado.
Percebe-se a predominância da arte europeia, mas vê-se estatuas
africas; esculturas de soldados chineses; pinturas mexicanas de Diego Riveira e
obras de brasileiros como Almeida Junior, Anita Malfati, Candido Portinari e
Flávio de Carvalho. As obras da sala do acervo permanente foram
organizadas respeitando a ordem cronológica, das mais antigas para as
mais recentes, utilizando os cavaletes criados por Lina Bo Bardi que objetivava
tirar as obras da parede distanciando esse museu dos outros tradicionais.
Essa organização cronologia, no entanto, quebra parcialmente a
proposta da arquiteta.

Na salas destinas a exposição que esta sendo
realizada, História da infância, os obras de arte voltam à parede, criando
espaços ainda mais tradicionais para uma proposta moderna. Essa exposição
contrasta a infância retratada em pinturas historias com fotos
da realidade atual. Um exemplo é a foto ao lado de Andre Cypriano intitulada
" O menino e a pistola" tirada na favela da Rocinha em 1999. Essa
foto é exposta ao lado de uma criança vestida para ir para a escola em 1888,
que retrata o filho de um carteiro e é denominada " O escolar"
pintada por Vincent van Gogh.
O
museu destaca-se pela importância do seu acervo que confere ao museu
o estaus de mais importante do hemisfério sul, pela sua beleza e
pelo seu potencial desperdiçado devido a conflitos de de classes.
Verônica Horta Christófaro, 17 de abril de 2016, Belo Horizonte.

Uma vez por ano, durante a madrugada do sábado para o domingo de páscoa na semana semana santa, os ruas da cidade histórica de Ouro Preto são enfeitadas entre os quatro quilômetros entre a Matriz Nossa Senhora do Pilar e o Santuário de Nossa Senhora da Conceição em que a procissão que marca o domingo percorre. As fachadas das casas ainda são enfeitadas com toalhas coloridas e decoradas para a ocasião. Essas tradições começaram no século XVIII, apesar de sofrerem um decaimento ate o ano de 1963 quando essas voltaram a agitar a cidade. As celebrações atraem turistas do mundo inteiro que contribuem para as festividades.
Mais do que uma manifestação cultural, a criação dos tapetes é um forte exemplo de apropriação do espaço público pela população. Além disso, demonstra como a interação entre as pessoas ainda é importante para o espaço da cidade.
No livro "Lições de Arquitetura" o autor ,Hermam Hertzberger, destaca que um dos papeis da arquitetura e urbanismo é permitir que os espaços públicos sejam utilizados pela população de acordo com as suas necessidades. Ouro Preto, no entanto, não foi construÃda com um planejamento urbano como referência e a maioria das construções não tiveram a participação de um arquiteto. Mais do que questões técnicas, o relevo da cidade não é convidativo para esse tipo de evento, já que possui muitas inclinações ingrimes. De noite, ainda, a cidade é coberta por uma bruma fria.
As casas, Igrejas, museus e prédios do antigo governo são todos do estilo barroco e pouco convidativos. As ruas são estreitas e os passeios também. Além disso, a história da cidade transmite um ambiente pesado. Com tudo isso a cidade não seria convidativa para ocupação de seus espaços, no entanto, em datas festivas como a semana santa as ruas ganham uma nova atmosfera que fervilha e aconchega manifestações populares.
Os moradores, todavia, formam uma comunidade unida e ativa principalmente nas questões que tangem o patrimônio cultural e histórico da cidade. Essa população é orgulhosa de sua cidade e a suas tradições. Essa união pode ser fruto da proximidade das casas históricas que, por vontade ou não dos moradores, foram construÃdas uma colada na outra e as fachadas principais das residencias são a própria divisória entre a rua e o espaço privado. Isso faz com que conversas sejam ouvidas facilmente e que pessoas facilmente observas.
Seja qual for o motivo dessa união entre a população, é certo que a cidade torna-se atraente para turistas em épocas festivas devido às ações dessa. A criação dos tapetes nas ruas da cidade durante a semana santa, demostra como um grupo de pessoas se apropria do espaço publico e o transforma, dando novo significado a suas vias e renovando a atmosfera da cidade.
Verônica Horta Christófaro, 29 de março de 2016, Belo Horizonte.
As imagens a seguir são croquis da escola. O primeiro representa a escada do segundo para o terceiro andar com um ponto de fuga, o seguinte refere-se ao espaço no segundo andar acima da entrada da escola com dois pontos de fuga. O terceiro também possui dois pontos de fuga, porém foi feito a partir da observação da fachada do prédio. O último, por sua vez, representa a fachada da construção só que com um ponto de fuga.
Verônica Horta Christófaro, 28 de março de 2016, belo Horizonte.
O desenvolver da aula do dia 17 deste mês, apesar da pré orientação dos professores, foi um acaso. Ninguém poderia prever nem especular os objetos trazidos pelos alunos. Também não seria possÃvel adivinhar a lógica escolhida por eles para selecionarem-os, todavia todos esses acasos couberam e criaram o programa da aula.
Levei um nose clip, pois representa o nado sincronizado. Me identifico com esse esporte devido a força e o esforço que são necessários para executar os movimentos, bem como a delicadeza e flexibilidade. Escolhi esse objeto também porque o ideal buscado no nado é a beleza mesmo quando isso implicada chegar ao limite da capacidade aeróbica. Vivo e sou ,então, um paradoxo. Busco a beleza do ócio grego, mas trabalho a exaustão. Isso seria um absurdo, um ponto fora da reta, nas lógicas finalÃstica e casual, porém, na programática, é mais um acaso necessário.
Ainda me liguei a um cadeado fechado, mas que pode ser aberto, uma vez que sou uma pessoa fechada com a maioria daqueles que me relaciono, só que, ao mesmo tempo, posso me abrir. Liguei-me também a uma miniatura da Torre Eiffel, que representaria minha ambição de viajar. Os dois são eventos imprevisÃveis e aleatórios a exemplo de todas as outras ligações da mesa de objetos.
Os acasos fizeram parte da dinâmica da aula e, mais do que isso, foram necessários para que ela acontecesse. O nada acabou sendo objeto, o que não é apenas impossÃvel mas um grande absurdo. Essa é a programática de Vilém Flusser vivenciada em uma aula, lógica em que nada é propriamente absurdo, já que ele, e os acasos, são indispensável.
Verônica Horta Christófaro, 20 de março de 2016, Belo Horizonte.
Verônica Horta Christófaro, 20 de março de 2016, Belo Horizonte.

No inÃcio da década de 40, Belo Horizonte possuÃa uma população de 220 mil habitantes, o que extrapolava os limites propostos para a cidade que foi planejada para ser circundada pela avenida do contorno. Assim, novas ideias surgiram em uma tentativa de reorganizar a cidade e permitir sua expansão racional em harmonia com modelo modernista de arquitetura e planejamento urbano. Com isso, abrem-se novas avenidas e são realizados grandes investimentos em todos os lados da cidade.
Dessa forma, são arquitetados a Casa do Baile, o Cassino (hoje museu de arte), o Iate Clube e a Igreja de São Francisco de Assis. As criações de Oscar Niemeyer tinha como objetivo colocar Belo Horizonte no cenário mundial, bem como desenvolver novas áreas mais afastadas do centro da cidade.
Entre 1942 e 1944 ocorreram as obras, a pedido de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte. No projeto encomendado por Juscelino, havia as construções citadas e um hotel, que não foi construÃdo, em torno da lagoa artificial. O conjunto foi finalizado e inaugurado em maio de 1943.
Quanto ao antigo cassino, que teve vida curta, já que em abril de 1946, o governo do presidente General Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo em todo o Brasil. Após alguns anos de abandono, o cassino passou a funcionar como museu a partir de 1957. Em seu acervo, os maiores destaques pertencem a arte contemporânea brasileira. Exposições de artistas renomados como Guingnard, Camile Claudet, Salvador DalÃ, Pablo Picasso entre outros, já passaram pelo museu. A visita do dia 14 deste mês à Pampulha foi focada nessa construção.
Em relação a Oscar Niemeyer, minha pesquisa apontou que suas obras em Belo Horizonte são deixadas de lado em relação as concretizadas no exterior e em outras cidades brasileiras como o Rio de janeiro, apesar da importância desse complexo para o modernismo e para a carreira do arquiteto. Isso ficou claro no site do governo que busca contemplar a vida e obra de Niemeyer.
Verônica Horta Christófaro, 20 de março de 2016, Belo Horizonte.

As fotos acima representam o processo de criação do primeiro croqui que representa o meu objeto pequeno do museu: o azulejo português. A primeira etapa ( 1° foto) foi desenhada no museu. As outras duas fotos foram um detalhamento feito em casa a partir da foto do local real. Abaixo, esta a foto da perspectiva observada.

Esses outros dois desenhos, representam um objeto médio escolhido por mim do museu: uma gramÃnea localizada no jardim da frente. Esse croqui não foi feito no local, ele eh fruto da minha lembrança do que ocorreu no dia. A terceira imagem corresponde a visão real dessa parte do jardim.
A próxima serie de desenhos representam a entrada do museu de arte da Pampulha e a minha maior perspectiva escolhida. Apenas o primeiro desenho foi feito no local, já que o outro eh um complemento realizado em casa. Há também uma foto do local real tirada na perspectiva retratada no croqui.
Verônica Horta Christófaro, 16 de março de 2016, Belo Horizonte.






























