Visita ao Sesc Pompéia
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Esse
texto é referente a visita ocorrida no dia 8 de abril deste ano. O projeto
arquitetônico de Lina Bo Bardi mantém a estrutura original da antiga fábrica de
tambores da década de 1930 que funcionava no local. A primeira parte da unidade foi inaugurada em 1982
e, em 1986, abriu para o público o bloco esportivo composto por quadras e uma piscina olímpica. Há ainda espaços de exposições,
restaurante e choperia, livraria, café e áreas de convívio e leitura que atraem 1,25 milhão de
pessoas a cada ano.
Algo que chama atenção no local é o fato de ser intensamente usada pela população que mora nas redondezas desde crianças a idosos, sendo esse último grupo maioria na parte da tarde. Observa-se um grande número de atividades voltadas para esse público como hidroginástica e oficinas de atividades manuais.
Constata-se também o conceito de polivalência espacial citado por Herman Hertzberger no seu livro "Lições de Arquitetura". Esse aspecto, que é característico das obras de Bo Bardi manifesta-se no uso que a população, principalmente a jovem, da para os locais. O Sesc Pompéia é definido como um centro de atividades, no entanto muitos o usam como clube devido às quadras e à piscina, transformando um corredor de tabuas de madeira no meio de uma zona urbana pública em local de bronzeamento.
O prédio ergui-se como uma estrutura puramente de concreto e janelas vermelhas com formatos pouco convencionais em meio a paisagem urbana. Em primeira estancia, ele serio um lugar pouco convidativo e a se evitar, porém a capacidade de transformação do Sesc Pompéia e as atividades oferecidas por ele convida à ocupação da população local e a exploração de turistas. A construção torna-se mais bela através do uso que as as pessoas fazem dela.
Verônica Horta Christófaro, 18 de maio de 2016, Belo Horizonte.
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