Critica ao vestível de Ulisses Castro
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Ulisses Castro propõe um vestível de interface programática
feito a partir de um emaranhado de retalhos de tecidos e cordas. A interação
que ele desejava criar com esse objeto era que as pessoas que brincassem com
ele descobrissem o próprio corpo por meio de movimentos inusitados.
Com o objetivo de expandir a interação, um circuito de luzes de
led e sensores de movimento caseiro foram acoplados ao vestível. Essa medida,
no entanto agregou um caráter reativo ao objeto, já que a pessoa que o
utiliza passa a mover os retalhos para acender as luzes.
A forma de emaranhados criada propõe uma estética interessante que remete ao programático, mas poderia ter sido melhor executada, já que criou uma certa confusão em relação a forma e consequentemente ao uso. Isso implicou em uma interação pouco diversificada.
O vestível sem o circuito elétrico, porém poderia incentivar às pessoas a explorá-lo mais, já que a relação reativa movimento/luz não estaria presente. Assim, a estranheza da forma e estética poderia incentivar a exploração.
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