Um novo olhar sobre o objeto interativo
17:26
Uma forma de potencializar o objeto de Ulisses Castro e ao mesmo tempo liga-lo a outro objeto da sala seria integra-lo com a proposta da Luiza Okubo. O objeto dela propõe causar reações corporais a partir da vibração e isso pode ajudar na proposta de exploração do conhecimento do corpo que Ulisses buscou no seu objeto.
Sensoreares de vibração seriam destribados ao longo dos retalhos de pano de modo que eles ficassem escondidos. Para que o objeto perca o caráter reativo dos leds, esses sensores não devem ser acionados por botões e sim por reed switch que fechariam o circuito com o auxilio de imãs escondidos no objeto. Dessa forma, a partir do movimento de quem interage com objeto - sendo uma, duas ou mais pessoas- os sensores podem, ou não, vibrar e causar surpresa e curiosidade. Isso agregaria o carater exploratório e programático já que não se saberia onde ligar o circuito, mas existiriam um enorme número de possibilidades para que isso aconteça, determinados pelo movimento aleatório das pessoas.
O objeto deve continuar com a proposta de emaranhado de retalhos porem ele deve ser menos caótico e ter uma forma mais definida para que a ideia inicial de cama de gato humana seja resgatada. Assim, um sistema de cores fortes e chamativas seriam uma saída para criar uma estética mais limpa e clara. Para passar o circuito, uma mangueira fina, maleável e transparente seria usada para protege-lo e dar uma forma mais estruturada ao objeto. Esse tubo ainda deixaria o objeto mais uniforme, ajudando a esconder a posição dos sensores devido a sua leve rigidez e seu ao volume. Essa forma também chamaria mais atenção para o objeto, alem de diminuir a sensação de estranheza das pessoas. Os retalhos cobriam essa estrutura além de agregar ao aspecto estético.
Verônica Horta Christófaro, 22 de maio de 2016, Belo Horizonte.
0 comentários