Estratégias de apropriação do espaço: Parkour, Deriva, Flaneur, Flash mob e Rolezinhos.

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     Esse post representa uma rápida pesquisa sobre algumas formas de apropriação do espaço. Essa pesquisa objetiva auxiliar na criação de uma performance em um lugar escolhido na Escola de Arquitetura. 
    Começando com o Parkour que é uma forma de transposição dos obstáculos que estão em uma linha reta de trajetória escolhida pelo praticante. O objetivo não é fazer os movimentos mais inusitados possíveis, mas sim executar o movimento mais simples e eficiente para traspor as barreiras. Foi criado por David Belle na década de 1990 na frança que e teve como inspiração a vida de seu pai, socorrista na guerra do Vietnã e do corpo de bombeiros. 
   A Deriva foi concebida a partir das ideias da Internacional Situacionista, década de 1960, que foi um movimento de intelectuais e artistas europeus que constituiu uma critica dura ao urbanismo e à cidade contemporânea. Aquele que pratica a deriva acredita que ao mudar o próprio comportamento a cidade ao seu entorno também muda. Dessa forma, anda-se pela cidade participando de suas interações.
   O Flâneur, assim como a Deriva, carrega uma critica profunda ao sistema da cidade moderna. O Flâneur, no entanto, perambula pela cidade sem possuir objetivo aparente, mas é, na verdade, uma imersão completa na urbano.
   O Flash Mob por sua vez é uma apropriação mais recente. Ele é uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma determinada ação inusitada e que foi previamente combinada. No final do ato os participantes se dispersam rapidamente. Essa pode ser uma estrategia nova, porem o termo "flash mob" é usado desde o seculo XIX para descrever um grupo de prisoneiras da Tasmânia baseando-se  no jargão usado por elas.
      O Rolezinho possui mais de uma teoria para o seu surgimento. O certo é que ele implica a criação de um evento nas redes sociais que ocorrem nos shoppings normalmente frequentados pelas classes mais abastadas da sociedade. Os participantes são normalmente jovens de classes mais baixas. Essas encontros possuem um apelo politico grande, já que nele essas classes passam a "invadir" locais que são frequentados pelos mais ricos, o que cria um choque cultural e ideológico grande.



Verônica Horta Christófaro, 22 de maio de 2016, Belo Horizonte.

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