Sobre o Seminário de Interações
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Na aula do dia 11 de abril deste ano, ocorreu na sala de aula um seminário de interações onde cada grupo apresentou dois projetos com diferentes interfaces e interações para que os objetos dos alunos avançassem e fossem refinados quanto a interação desejada.
A foto ao lado é do projeto "Fiztania", por especular projects, e se utiliza de uma interface completamente digitalizada para criar um jogo que incentiva pessoas a se exercitarem mais, além de avaliar o desempenho físico delas. O fato da interação ocorrer através de um jogo acaba atribuindo um caráter finalístico para projeto, uma fez que as pessoas acabam realizando certos movimentos para atender a um objetivo. Isso, no entanto , é fator que torna o projeto convidativo para as pessoas e as estimulam a fazerem algo que muitas consideram desagradável: praticar exercícios físicos. A interação acaba se restringindo a relação interface e indivíduo, abandonando completamente a interação entre pessoas. O final da interação, porém, que consiste na avaliação física, estabelece um diálogo maior entre a interface e a pessoa avaliada. Isso atribui um grau de relação dialógica, uma vez que quando a pessoa volta a ser avaliada pelo jogo o sistema relembra a última avaliação e a compara com a nova.
O segundo projeto interativo apresentado pelo grupo foi a obra de Lygia Clark "Arquitetura Biológica: Nascimento" (foto ao lado). Esse objeto utiliza-se de materiais simples e forma simples, sem o uso de eletrônica ou interface digital, porém cria uma interação rica entre as pessoas. Ele se encaixa na lógica programática, ao contrário de "Fiztania", uma vez que cria diversas possibilidades de interação que não foram pre-determinadas. O objeto exige um interação que beira ao íntimo entre as pessoas o que para algumas pode atribuir um caráter pouco convidativo para o projeto.
Verônica Horta Christófaro, 07 de Julho de 2016, Belo Horizonte.


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