Critica ao vídeo de Paula Araújo

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                Paula criou uma sincronia entre as batidas sonoras e as cenas do vídeo. A música, no entanto, é repetitiva, o que cria a impressão de que as próprias imagens do objeto são repetitivas. Isso faz com que o vídeo pareça sempre uma introdução de algo que estar por vir, mas não vem. A música acaba sendo mais importante que o próprio objeto. Outro ponto a ser melhorado no vídeo é a exposição da relação entre objeto e pessoa, já que, pelo vídeo, o objeto é algo escultural por si só, e não exige a ação de pessoas para modulá-lo. Além disso, os anéis de imã não são facilmente reconhecidos por alguém que não interagiu com o objeto antes de ver o vídeo, o que cria um distanciamento maior ainda da interação pessoa objeto.


Verônica Horta Christófaro, 06 de julho de 2016, Belo Horizonte

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