Bienal de arte de São Paulo

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   A Bienal de arte de São Paulo ocorreu entre os dias 6 e 10 abril deste ano e buscou promover a arte contemporânea e aproxima-la da população. Apesar de seu objetivo, a população não aproximou-se das obras, isso se deve a organização do espaço e a escolha dos componentes das exposições. 
   Esse evento, diferentemente de um museu, visa, além de expor as obras, vende-las e esse eh o primeiro ponto de desencontro entre a população geral e a Bienal. A grande maioria dos visitantes não possuem poder aquisitivo para compra-las. Dessa forma, a visita aos espaços torna-se rápida e pouco detalhada.
   A exposição ainda foi estruturada de forma muito tradicional o que diminui a integração dos visitantes com o que é exposto. A organização (de um evento que se diz contemporâneo) é mais imóvel do que muitos museus, e, quando essa é comparada com a disposição de espaço do Masp, esse engessamento é ainda mais gritante. 
   A Bienal é formada por várias galerias o que favorece ainda mais para a fragmentação e falta de integração do espaço. Além disso os acervos de tais galerias são muito semelhantes. Um exemplo disso é que quase todas possuíam obras de Volp, essas que, na maioria das vezes, tratam da mesma cena e há pouca mudança no esquema de cores. Essa falta de diversidade provoca a sensação de que o visitante vê sempre as mesmas obras o que provoca desinteresse. Além disso, os funcionários das galerias não se disponibilizam a apresentar os trabalhos dos artistas para a parcela dos passantes que não possuem poder aquisitivo para compra-los. 
   Esses aspectos fizeram com que o andar mais visitado fosse o terceiro que dedicou-se a decoração de móveis. Talvez pelo antedimento dos funcionários, ou pela disposição convidativa dos objetos expostos , ou ainda pela presença de cafeterias em espaços interessantes com mesas invertidas e espaço de convivência, esse andar atraiu os visitantes.    
    Curioso foi constatar que a arte, aberta a interpretação e sem fins finalísticos e causais, o que abriria à interação dos visitantes, não foram o atrativo para a população. Esse papel recaiu sobre móveis e objetos puramente decorativos, com fins prontos e acabados devido a organização do espaço.



Verônica Horta Christófaro, 18 de abril de 2016, Belo Horizonte. 

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