A visita foi realizada no dia 31 de março deste ano. O primeiro croqui é de longa observação e o segundo é a atividade de sobreposição de perspectivas.
Verônica Horta Christófaro, 27 de maio de 2016, Belo Horizonte.
A visita foi realizada no dia 28 de março desde ano. O primeiro croqui refere-se a marquise da biblioteca pública atras do Museu de Minas e o Memorial da Vale.O segundo é o exercÃcio de sobreposição de perspectivas de visões de uma arvore da praça.
Verônica Horta Christófaro, 27 de maio de 2016, Belo Horizonte.
Uma forma de potencializar o objeto de Ulisses Castro e ao mesmo tempo liga-lo a outro objeto da sala seria integra-lo com a proposta da Luiza Okubo. O objeto dela propõe causar reações corporais a partir da vibração e isso pode ajudar na proposta de exploração do conhecimento do corpo que Ulisses buscou no seu objeto.
Sensoreares de vibração seriam destribados ao longo dos retalhos de pano de modo que eles ficassem escondidos. Para que o objeto perca o caráter reativo dos leds, esses sensores não devem ser acionados por botões e sim por reed switch que fechariam o circuito com o auxilio de imãs escondidos no objeto. Dessa forma, a partir do movimento de quem interage com objeto - sendo uma, duas ou mais pessoas- os sensores podem, ou não, vibrar e causar surpresa e curiosidade. Isso agregaria o carater exploratório e programático já que não se saberia onde ligar o circuito, mas existiriam um enorme número de possibilidades para que isso aconteça, determinados pelo movimento aleatório das pessoas.
O objeto deve continuar com a proposta de emaranhado de retalhos porem ele deve ser menos caótico e ter uma forma mais definida para que a ideia inicial de cama de gato humana seja resgatada. Assim, um sistema de cores fortes e chamativas seriam uma saÃda para criar uma estética mais limpa e clara. Para passar o circuito, uma mangueira fina, maleável e transparente seria usada para protege-lo e dar uma forma mais estruturada ao objeto. Esse tubo ainda deixaria o objeto mais uniforme, ajudando a esconder a posição dos sensores devido a sua leve rigidez e seu ao volume. Essa forma também chamaria mais atenção para o objeto, alem de diminuir a sensação de estranheza das pessoas. Os retalhos cobriam essa estrutura além de agregar ao aspecto estético.
Verônica Horta Christófaro, 22 de maio de 2016, Belo Horizonte.
Intervenção
Estratégias de apropriação do espaço: Parkour, Deriva, Flaneur, Flash mob e Rolezinhos.
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Começando com o Parkour que é uma forma de transposição dos obstáculos que estão em uma linha reta de trajetória escolhida pelo praticante. O objetivo não é fazer os movimentos mais inusitados possÃveis, mas sim executar o movimento mais simples e eficiente para traspor as barreiras. Foi criado por David Belle na década de 1990 na frança que e teve como inspiração a vida de seu pai, socorrista na guerra do Vietnã e do corpo de bombeiros.
A Deriva foi concebida a partir das ideias da Internacional Situacionista, década de 1960, que foi um movimento de intelectuais e artistas europeus que constituiu uma critica dura ao urbanismo e à cidade contemporânea. Aquele que pratica a deriva acredita que ao mudar o próprio comportamento a cidade ao seu entorno também muda. Dessa forma, anda-se pela cidade participando de suas interações.
O Flâneur, assim como a Deriva, carrega uma critica profunda ao sistema da cidade moderna. O Flâneur, no entanto, perambula pela cidade sem possuir objetivo aparente, mas é, na verdade, uma imersão completa na urbano.
O Flash Mob por sua vez é uma apropriação mais recente. Ele é uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma determinada ação inusitada e que foi previamente combinada. No final do ato os participantes se dispersam rapidamente. Essa pode ser uma estrategia nova, porem o termo "flash mob" é usado desde o seculo XIX para descrever um grupo de prisoneiras da Tasmânia baseando-se no jargão usado por elas.
O Rolezinho possui mais de uma teoria para o seu surgimento. O certo é que ele implica a criação de um evento nas redes sociais que ocorrem nos shoppings normalmente frequentados pelas classes mais abastadas da sociedade. Os participantes são normalmente jovens de classes mais baixas. Essas encontros possuem um apelo politico grande, já que nele essas classes passam a "invadir" locais que são frequentados pelos mais ricos, o que cria um choque cultural e ideológico grande.
Verônica Horta Christófaro, 22 de maio de 2016, Belo Horizonte.
Ulisses Castro propõe um vestÃvel de interface programática
feito a partir de um emaranhado de retalhos de tecidos e cordas. A interação
que ele desejava criar com esse objeto era que as pessoas que brincassem com
ele descobrissem o próprio corpo por meio de movimentos inusitados.
Com o objetivo de expandir a interação, um circuito de luzes de
led e sensores de movimento caseiro foram acoplados ao vestÃvel. Essa medida,
no entanto agregou um caráter reativo ao objeto, já que a pessoa que o
utiliza passa a mover os retalhos para acender as luzes.
A forma de emaranhados criada propõe uma estética interessante que remete ao programático, mas poderia ter sido melhor executada, já que criou uma certa confusão em relação a forma e consequentemente ao uso. Isso implicou em uma interação pouco diversificada.
O vestÃvel sem o circuito elétrico, porém poderia incentivar à s pessoas a explorá-lo mais, já que a relação reativa movimento/luz não estaria presente. Assim, a estranheza da forma e estética poderia incentivar a exploração.
Esse
texto é referente a visita ocorrida no dia 8 de abril deste ano. O projeto
arquitetônico de Lina Bo Bardi mantém a estrutura original da antiga fábrica de
tambores da década de 1930 que funcionava no local. A primeira parte da unidade foi inaugurada em 1982
e, em 1986, abriu para o público o bloco esportivo composto por quadras e uma piscina olÃmpica. Há ainda espaços de exposições,
restaurante e choperia, livraria, café e áreas de convÃvio e leitura que atraem 1,25 milhão de
pessoas a cada ano.
Algo que chama atenção no local é o fato de ser intensamente usada pela população que mora nas redondezas desde crianças a idosos, sendo esse último grupo maioria na parte da tarde. Observa-se um grande número de atividades voltadas para esse público como hidroginástica e oficinas de atividades manuais.
Constata-se também o conceito de polivalência espacial citado por Herman Hertzberger no seu livro "Lições de Arquitetura". Esse aspecto, que é caracterÃstico das obras de Bo Bardi manifesta-se no uso que a população, principalmente a jovem, da para os locais. O Sesc Pompéia é definido como um centro de atividades, no entanto muitos o usam como clube devido à s quadras e à piscina, transformando um corredor de tabuas de madeira no meio de uma zona urbana pública em local de bronzeamento.
O prédio ergui-se como uma estrutura puramente de concreto e janelas vermelhas com formatos pouco convencionais em meio a paisagem urbana. Em primeira estancia, ele serio um lugar pouco convidativo e a se evitar, porém a capacidade de transformação do Sesc Pompéia e as atividades oferecidas por ele convida à ocupação da população local e a exploração de turistas. A construção torna-se mais bela através do uso que as as pessoas fazem dela.
Verônica Horta Christófaro, 18 de maio de 2016, Belo Horizonte.





